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Especial | Sucateamento na UFC

Professores denunciam obras abandonadas, equipamentos precários e infestações nos departamentos

A Universidade Federal do Ceará (UFC) está entre as instituições públicas de ensino superior sob intervenção do governo Bolsonaro e que vivenciam a escassez de financiamento. A ADUFC-Sindicato percorreu, ao longo desta semana, diferentes unidades acadêmicas da UFC, em Fortaleza, e conversou com professores e servidores técnico-administrativos sobre problemas estruturais da UFC. O sindicato visitou canteiros de obras abandonadas, prédio histórico com risco de desabamento e blocos didáticos desativados, e inicia hoje (20) uma série de reportagens para denunciar o sucateamento da universidade.

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IEFES vivencia cenário de prédios abandonados, assaltos no campus e piscinas olímpicas precárias

Foi com grande expectativa que a comunidade da Universidade Federal do Ceará (UFC) retomou as atividades presenciais, em março último, após dois anos de atuação remota. No entanto, estudantes, professores e servidores técnico-administrativos não encontraram um cenário particularmente acolhedor ao voltarem para a sala de aula. No Instituto de Educação Física e Esportes (IEFES), a precária infraestrutura continuava lá. Após receber denúncias de estudantes e professores que trabalham no Campus do Pici, a ADUFC fez uma visita ao prédio e constatou construções abandonadas, relatos de assaltos, piscinas olímpicas cobertas de lodo e infiltrações e pista de atletismo inaugurada pela reitoria, mas sem uso.

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Lixo acumulado, salas desativadas e falta de servidores retratam abandono das Casas de Cultura e FACED

Folhas e lixo acumulados por falta de manutenção, carência generalizada de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula, infestação de cupim, infiltrações nos departamentos e falta de pessoal ilustram o cenário atual das Casas de Cultura Estrangeira e da Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em visita aos espaços, que ficam no Campus do Benfica, a ADUFC conversou com professores e servidores técnico-administrativos e constatou o cenário de sucateamento no local. “A sensação que tenho é de total abandono”, relatou docente das Casas de Cultura à reportagem.

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Repercussão na mídia

Reportagens da ADUFC sobre sucateamento na UFC pautam TV Cidade, que verifica in loco descaso em campus

“Professores e estudantes da Universidade Federal do Ceará denunciam a falta de manutenção no campus do Pici, que é o maior da Universidade, localizado aqui em Fortaleza. Os prédios, segundo eles, estão sucateados. E vários equipamentos são subutilizados”, inicia a reportagem veiculada na última terça-feira (7/6), no Jornal da Cidade (TV Cidade). Uma equipe da emissora foi enviada ao local e constatou, in loco, diversos problemas estruturais, além de ter ouvido estudantes e o presidente da ADUFC-Sindicato, Prof. Bruno Rocha.

Segundo a matéria, “a falta de manutenção é visível” e “é fácil encontrar prédios sucateados” no local visitado – apontando, entre outros problemas, poste deteriorado, rachaduras em prédio, equipamentos sem uso e elevador sem funcionamento. Os estudantes entrevistados também reclamaram de limitações e falta de manutenção dos laboratórios e banheiros, incluindo necessidades básicas como água e papel higiênico. Em sua fala, o Prof. Bruno Rocha destacou “problemas graves de falta de manutenção e de investimento pra reformas e manutenção estrutural”.

➕ Assista à reportagem completa no canal GC+ no YouTube (tempo 1’43” a 5’15”)

Com participação da ADUFC, programa “Democracia no Ar” debate sucateamento na UFC e cortes nas universidades

Com o tema “Governo Bolsonaro sucateia a UFC – Corte de verbas, lixo e falta de servidores ameaçam educação pública”, foi ao ar, nesta segunda-feira (4/7), o programa Democracia no Ar. Veiculado pela Rádio Atitude Popular e emissoras parceiras, o debate teve como convidada a vice-presidente da ADUFC-Sindicato, Profª. Irenísia Oliveira, do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC). Apresentado pelo jornalista Esdras Gomes, o programa teve a participação, como comentarista, do Prof. Fábio Sobral, do Departamento de Teoria Econômica (DTE), também da UFC.

A discussão foi pautada pela série de reportagens especiais da ADUFC sobre o assunto. Irenísia pontuou alguns levantamentos apontados nas matérias relacionados a problemas envolvendo infraestrutura, redução drástica de quadro de funcionários, entre outros. “A ADUFC tem cumprido um papel muito importante. No sindicato, temos recebido diversas mensagens, reivindicações dos colegas, denúncias”, afirmou. Ela acrescentou que o clima de perseguição provocado pela gestão interventora – prestes a completar três anos – dificulta o diálogo  e as reivindicações  com a reitoria: “Até para cobrar é difícil. As pessoas têm medo”.

➕ Leia a cobertura do Democracia no Ar