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NOTA DA DIRETORIA DA ADUFC-SINDICATO

NOTA DA DIRETORIA DA ADUFC-SINDICATO

A Diretoria da ADUFC-Sindicato externa sua indignação à inédita tentativa de não homologação do resultado da consulta plebiscitária em que os docentes das três universidades federais do Ceará, de maneira livre e democrática, se posicionaram indubitavelmente contrários à deflagração de greve por tempo indeterminado. O Plebiscito foi realizado nos dias 31 de outubro e 01 de novembro por determinação de Assembleia Geral prévia. Foram 913 votos contrários e 666 votos favoráveis (o resultado detalhado encontra-se no site do Sindicato).

Na Assembleia Geral do dia 04 de novembro, para homologação do plebiscito, uma minoria de professores tentou sobrepor sua vontade àquela expressa pela maioria através da intimidação, do insulto e do desrespeito. Em suposta defesa da democracia, negam a democracia interna?! Que democracia seria essa que só tem mérito quando coincide com os próprios desejos? Os docentes das três universidades nunca se renderão à tentativa de coerção com gritos e vaias em assembleias da categoria. Na votação final, 149 docentes ratificaram o resultado do plebiscito, 85 se posicionaram contrários e 7 se abstiveram. As decisões das assembleias serão sempre respeitadas. Fica evidente, portanto, a importância do comparecimento às assembleias.

O respeito à vontade democrática expressa pelos docentes das universidades federais do estado do Ceará é o princípio fundante que sempre pautou, pauta e pautará a Diretoria do Sindicato. O menor desvio dessa diretriz significaria a perda da unidade da categoria e a perda da ordem que rege os passos a serem tomados pelo conjunto dos docentes. A divergência de opiniões é própria da democracia, que tem no respeito à vontade da maioria sua essência.

Na atual conjuntura, o governo federal, com a conivência do congresso, vem aprovando uma série de medidas que condicionam a estagnação da educação, saúde e outras áreas no país. A PEC 55/2016 (antes 241 na Câmara) pretende congelar a destinação de recursos para todas essas rubricas orçamentárias por 20 anos para que tais recursos destinem-se à dívida pública. O PLP 257/2016 traz uma série de medidas que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro, com o objetivo de aumentar a arrecadação da União, atingindo diretamente os serviços e servidores públicos e programas sociais.

A medida provisória que propõe a reforma do ensino médio afeta o formato das aulas e permite que profissionais sem diploma específico de professor, porém com notório saber, sejam reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino e possam dar aulas de conteúdos afins à sua formação. O PLS 204/2016 , visa “legalizar” esquema ilegal de geração de dívida pública, sob alegação de dar ”segurança jurídica” às operações em funcionamento em alguns estados e municípios brasileiros.

Diante dessas e tantas outras medidas, a categoria precisa permanecer unida para lutar em defesa das conquistas já alcançadas com tamanho esforço por todos nós e barrar esses planos que representam retrocesso.

A Diretoria da ADUFC Sindicato reafirma a defesa inalienável da democracia, em todas as instâncias, e a defesa da Educação, da Saúde e dos Direitos Sociais do povo brasileiro!