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ELEIÇÕES 2022 – Professores e pesquisadores lotam anfiteatro em Fortaleza em defesa das universidades, da ciência e da tecnologia

Manifestação de apoio a Lula e à campanha do campo democrático, progressista e popular tomou conta do anfiteatro da Volta da Jurema
(Foto: Leo Porto Brandão)

Mais de mil professores(as), pesquisadores(as) e parlamentares do campo democrático, progressista e popular se reuniram em um ato público no fim da tarde da última segunda-feira (24/10), em Fortaleza, para reiterar o apoio a Lula nas Eleições 2022. A manifestação lotou o anfiteatro da Volta da Jurema, na avenida Beira Mar, contra a candidatura das armas, do ódio e do golpismo. A atividade foi organizada por professores e professoras e contou com a participação de pesquisadores atuantes em diversas instituições, incluindo as universidades federais do Ceará. A ADUFC-Sindicato também integrou a ação.

Profissionais das mais diversas áreas de atuação estiveram presentes, na tentativa de dialogar com a sociedade para defender: a retomada do respeito e do investimento público em educação superior, ciência e tecnologia como forma de melhorar o país por meio da pesquisa científica; a geração de mais conhecimento e mais empregos e oportunidades; e o fortalecimento da comunidade acadêmica brasileira no país e seu reconhecimento e intercâmbio com o exterior.

O presidente da ADUFC, Prof. Bruno Rocha, destacou a alegria de encontrar tantos colegas, de várias universidades, para se manifestar em defesa da ciência e da tecnologia. “Temos de garantir a existência das universidades e institutos federais. Esse é o nosso trabalho. Por isso não podemos descansar um único minuto até eleger Lula presidente! Estamos aqui não só para defender a educação, a ciência e a tecnologia. Temos o compromisso de garantir, como servidores, que o serviço público, que está sob ataque do governo Bolsonaro, não seja destruído”, ressaltou. 

O ato foi organizado por professores e professoras e contou com a participação de pesquisadores atuantes em instituições como Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB, criada no governo Lula), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE, que ganhou cerca de 20 novos campi no Interior do Ceará durante os governos Lula e Dilma), Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e Universidade de Fortaleza (UNIFOR). 

Reconstruir o país também é papel de cientistas

No palco do anfiteatro, estiveram professores como Custódio Almeida, reitor legitimamente eleito pela comunidade acadêmica da UFC, mas preterido pelo presidente da República em favor de outro candidato interventor que teve votação ínfima (4,16%) mas cumpriu o “requisito” de ser “bolsonarista”. Custódio destacou que, após lutar muito pela eleição de Lula e do campo democrático, será preciso lutar para reconstruir a ciência e a tecnologia. “É papel nosso, como cientistas, dar as mãos ao futuro governo Lula para que a gente possa reconstruir este país. Que a gente possa sair nas ruas podendo ser diferente. Sonhar com o Brasil com o 6º PIB do mundo outra vez, e com distribuição de renda, incluindo  os que estão hoje passando fome nas ruas”, disse.

A professora Luma Andrade, do Instituto de Humanidades e Letras (IHL) da UNILAB,  ressaltou a importância da participação da população LGBTQIA+ nas decisões sobre políticas públicas, incluindo aquelas relativas às universidades, à ciência e à tecnologia. “Somos nós, mulheres travestis, transexuais, que devemos dizer o que deve ser feito. Nada sobre nós, sem nós. Nada sobre nós, sem nós!”, conclamou. Em 2013, Luma tornou-se a primeira travesti doutora do país a fazer parte do quadro de docentes efetivos de uma universidade pública federal.

Já a Profª. Zelma Madeira, da UECE, ressaltou a importância do movimento de professores e professoras em prol de Lula para os pesquisadores do racismo. “Está insuportável a dinâmica do racismo na sociedade atual. Precisamos de respeito à ciência. Precisamos de uma universidade inclusiva e diversa. Só assim vamos nos reerguer. Negros, negras, indígenas, tudo isso numa ambiência democrática. Só podemos dar conta desse viés inclusivo a partir de um governo democrático. Por isso estamos com Lula e vamos votar por esse retorno, pela dimensão inclusiva da universidade”, frisou. A docente recebeu, em setembro último, o título de “Doutora Honoris Causa”da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Diversos vídeos foram produzidos para reforçar o apoio dos pesquisadores e pesquisadoras à campanha de Lula no Ceará, que tem como meta ampliar a já expressiva votação que o ex-presidente obteve no estado no primeiro turno: quase 66% dos votos. 

Assista abaixo ao vídeo “Cientistas com Lula em Fortaleza”, gravado durante o ato do dia 24/10/2022 (com interpretação em LIBRAS):


(*) Com informações do jornalista Dalwton Moura