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BOLSONARO NUNCA MAIS – ADUFC reforça pautas da educação e cobra CPI do MEC em ato no último sábado (9)

Os manifestantes concentraram-se na Praça Portugal e seguiram para a Praia de Iracema (Fotos: Lorena Alves/ADUFC)

Professores e professoras da ADUFC-Sindicato retornaram às ruas, no último sábado (9), para protestar contra a fome, o desemprego e o aumento do preço dos combustíveis e do gás, e denunciar pautas urgentes da educação, como a corrupção no MEC. O ato teve início na Praça Portugal e saiu em passeata até a Praia de Iracema, percorrendo a Avenida Historiador Raimundo Girão até a altura da Avenida Rui Barbosa. Com o mote “Bolsonaro Nunca Mais”, a agenda integrou a mobilização nacional replicada em dezenas de cidades do país. Em Fortaleza, foi organizada pela Frente Brasil Popular Ceará, Frente Povo sem Medo e Fórum Sindical, Popular e de Juventudes de Luta pelos Direitos e pelas Liberdades Democráticas. 

O Dia Nacional de Mobilização Bolsonaro Nunca Mais denunciou a piora das condições de vida da população brasileira e os impactos da escalada da inflação, tanto na elevada do preço dos combustíveis como no aumento da fome no país. “É necessário mostrar que esse não é o estado natural das coisas, é uma situação que vem como consequência de uma série de políticas do governo Bolsonaro, que já vinha sendo denunciado por estar provocando, desde o início, o desmonte das políticas públicas, uma série de ataques à democracia”, ressalta a Profª. Helena Martins, secretária-geral da ADUFC, que esteve na manifestação.

A participação da ADUFC no Dia Nacional de Mobilização Bolsonaro Nunca Mais foi aprovada pelo Conselho de Representantes na mais recente reunião do colegiado, que ocorreu presencialmente no último dia 7 de abril. No encontro foi deliberado que o sindicato reforçaria no ato as pautas mais urgentes da educação pública, ameaçada, desta vez, por recentes e graves denúncias de desvios de verba no Ministério da Educação (MEC), com favorecimento de pastores evangélicos ligados a Bolsonaro. A manifestação reuniu movimentos sociais, sindicatos, parlamentares de partidos de esquerda e representações estudantis.

“Esse ato mostra nossa unidade no projeto de redemocratização do país. Temos que tirar esse governo corrupto, criminoso, forjado na milícia. Um governo que usou as vidas das pessoas no Ministério da Saúde e hoje, no MEC, negocia o futuro da população, trocando (esse futuro) por ouro para enriquecer”, reforçou o presidente da ADUFC, Prof. Bruno Rocha, na fala que fez no trio elétrico que conduziu a passeata e foi articulado pelas entidades organizadoras do evento. O docente também cobrou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios de recursos da educação.

A Profª. Sônia Pereira, que marcou presença na passeata, defendeu uma mobilização pela valorização docente e por investimentos para a educação. “Nossos salários estão defasados, a ciência e a tecnologia estão sucateadas. É importante que a gente se mobilize”, avalia a docente aposentada do Departamento de Estudos Especializados (Faced/UFC) e ex-diretora da ADUFC, que pede a adesão dos colegas à campanha salarial dos servidores públicos federais. “Lutar por direitos é lutar para que esse governo se acabe para que a gente possa recompor os direitos perdidos, as políticas públicas, exigir que o Estado cumpra o seu papel de elaborador e formulador, junto com a sociedade, de execução de políticas públicas”, completa.

O encerramento do ato ocorreu nas proximidades do aterro da Praia de Iracema, com falas de estudantes e docentes e apresentações de rap.