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PERÍODO LETIVO ESPECIAL – UFCA discute proposta para retorno de forma remota no segundo semestre

Uma resolução sobre o Período Letivo Especial deve ser apreciada na próxima semana (9/7) pelo Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e passará ainda por Assembleia Geral Universitária – marcada para a terça-feira (7/7). A proposta prevê a criação de um semestre com 12 semanas de aulas remotas que só poderá se iniciar após a efetivação do edital de inclusão digital para os estudantes. A adesão ao período especial, ainda sem data definida para retorno, não é obrigatória para os docentes e discentes.

Foto: Alana Soares/Divulgação

Na UFCA, o calendário acadêmico está suspenso por tempo indeterminado desde o dia 23 de março. A decisão do Consuni prevê que o retorno presencial só seja possível depois de um cenário favorável, avaliado constantemente pelo Comitê Interno de Enfrentamento à Covid-19, em consonância com as autoridades sanitárias. 

Durante esse período, a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) fez uma enquete sobre as condições de acesso à internet por parte dos estudantes. A partir dessa movimentação, a comunidade acadêmica interpretou a iniciativa da PROGRAD como uma ação no sentido de iniciar o debate acerca da retomada do calendário. Os resultados da pesquisa, apresentados no dia 28 de maio, foram questionados pela comunidade acadêmica, pois apenas 50,9% dos discentes responderam. 

Um pouco antes de apresentar o resultado da pesquisa, no dia 18 de maio, a PROGRAD enviou às coordenações de curso uma proposta, construída sem diálogo com estudantes, técnicos e docentes, em que sinalizava o retorno às atividades de ensino de forma presencial e orientava a alteração dos projetos pedagógicos dos cursos. Como resposta, os representantes docentes do Consuni e a ADUFC puxaram uma plenária para debater o documento. Com a participação de mais de 60 professores, o encontro resultou em uma carta aberta na qual se apresentou algumas diretrizes gerais para o debate

O documento da PROGRAD foi rechaçado por boa parte dos colegiados de curso durante o Fórum de Graduação (Forgrad). A partir de então, o Forgrad acabou se transformando em um grande Grupo de Trabalho de construção de uma proposta. O espaço, antes restrito aos coordenadores de cursos e à PROGRAD, após pressão dos estudantes e docentes, passou a contar com a participação de todos os/as interessados/as em construir uma proposta de retorno às atividades de ensino de forma remota.

O resultado dos trabalhos foi apresentado na semana passada (25/5), a partir de uma minuta de resolução e um Documento Norteador para a Execução do Período Letivo Especial. A proposta, em seguida, foi debatida pelos colegiados dos cursos. Cada qual apresentou as suas principais colaborações. Em seguida, o Forgrad organizou uma última versão do documento que passou por apreciação nesta quinta-feira (2/7), de uma reunião de trabalho do Consuni e que não teve caráter deliberativo. O texto segue sendo em discussão na próxima semana, quando haverá uma Assembleia Geral Universitária – na terça-feira (7/7), às 14 horas. A assembleia Geral é uma instância prevista no estatuto da UFCA, que prevê a participação de docentes, técnicos e estudantes. Ela tem caráter consultivo para a decisão final a ser votada no Consuni, no dia 9 de julho, horário ainda a definir.

O texto que está em discussão apresenta uma proposta de semestre remoto não obrigatório para docentes e discentes com 12 semanas de aulas. Há um acordo que o semestre só pode iniciar após a conclusão do edital de inclusão digital a ser lançado pela Pró-Reitoria de Assunto Estudantil (Prae). Uma das principais indefinições é se o edital deve contemplar todos os estudantes da universidade ou apenas aqueles que aderirem ao semestre remoto. 

Outro ponto ainda em discussão é como garantir que as aulas ao vivo estejam disponíveis para os estudantes após o encontro, sem a obrigatoriedade de o professor ter de gravar sua aula. Esta questão está diretamente relacionada sobre qual plataforma será utilizada para o processo de ensino. A ADUFC alerta o perigo de aderir a plataformas privadas, mesmo que sejam disponíveis de forma gratuita e defende a preservação de imagem dos docentes. Além disso, o sindicato indica que o projeto de inclusão digital deve ser o mais universal possível e não pode ser condicionado às atividades de ensino.