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Adufc-Sindicato participa do XIV Encontro do Proifes-Federação

Adufc-Sindicato participa do XIV Encontro do Proifes-Federação

Docentes de todo o país estão presentes no XIV Encontro Nacional do Proifes-Federação, em São Luís/MA, para debater e elaborar propostas para a educação no Brasil. O encontro teve início nesta quarta-feira (25) e segue até sábado (28).

A Adufc-Sindicato está presente no evento, representada pelo seu presidente e membro diretor do Proifes-Federação, professor Enio Pontes.

Entre os temas discutidos no XIV Encontro estão: conjuntura nacional e as perspectivas dos movimentos sociais; os impactos das reformas do Estado na Educação Brasileira: os desafios do movimento docente; campanha salarial, carreiras e assuntos de aposentadoria; Plano Nacional de Educação e o financiamento da Educação; direitos humanos e suas perspectivas no movimento sindical.

O presidente Enio destaca a relevância desse evento para o andamento das políticas em defesa da educação. ”Esse encontro é uma grande oportunidade, os professores estão aqui reunidos para debater os assuntos mais diversos da educação superior. O principal deles é a Emenda Constitucional 95, estamos lutando pela revogação dessa Emenda.”  

Abertura 

O Encontro começou na quarta, 25, resgatando a trajetória de 14 anos do Proifes-Federação, com vitórias e desafios para o próximo período. O evento é a instância máxima de deliberação do PROIFES e este ano está debatendo cinco temas principais, com mais de 40 textos e foco especial na história da Federação, nas questões de carreira e remuneração, e nas eleições de 2018.

Na fala de abertura, o presidente do PROIFES Nilton Brandão (Sindiedutec-PR) chamou atenção para o desafio posto para a categoria nas eleições que acontecem neste ano, e no compromisso da categoria na luta para eleger candidatos comprometidos com a revogação da Emenda Constitucional 95. “Neste momento vivemos uma crise muito séria e que pode comprometer todas as conquistas dos últimos anos. O PROIFES não se destaca ao longo do tempo somente pelas pautas da carreira e diálogos, mas também pelo debate político de forma mais ampla sobre educação, e é isso que viemos fazer aqui”, afirmou o presidente.

Na sequência, Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), falou sobre a importância da realização da CONAPE, da qual o PROIFES fez parte da coordenação com CNTE e Contee, e como é necessário manter a mobilização e a união dos movimentos de educação para garantir o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), após a aprovação da Emenda Constitucional 95. “Queremos discutir uma política educacional que atenda os trabalhadores, mas principalmente a população brasileira. Nossa nossa luta pela educação nesse país ainda tem muito terreno a percorrer. Precisamos permanecer atentos”.

Na abertura também foi concedido o tradicional Prêmio PROIFES, que homenageia a cada ano um docente com histórico de lutas e contribuições à educação e ao ensino superior brasileiro. Nesta edição o prêmio foi concedido ao professor Gil Vicente Reis de Figueiredo (ADUFSCar-Sindicato), um dos fundadores da Federação, e com reconhecida contribuição para a formatação das carreiras das Instituições Federais de Ensino Superior, e para o debate sobre financiamento da educação brasileira e democracia.

Emocionado, Gil Vicente destacou que “o PROIFES é uma construção coletiva, e ao ver esta sala repleta de pessoas hoje, acredito que acertamos. Espero que esta construção continue”, salientou Gil Vicente, encerrando o momento inicial do evento.  

Participaram da abertura mais de 150 pessoas, entre delegados e observadores, presidentes e delegações de todos os sindicatos federados ao PROIFES, e mais cinco sindicatos convidados, além de representantes de entidades parceiras. 

O avanço do neoliberalismo na América Latina foi destaque no segundo dia, 26

Na manhã da quinta-feira (26), segundo dia do XIV Encontro, o presidente da Adufc-Sindicato, professor Enio Pontes participou como secretário da mesa de debate sobre a conjuntura brasileira e da América Latina. 

Além do professor Enio, a mesa teve a mediação do diretor de Relações Internacionais do PROIFES, Eduardo Rolim (Adufrgs-Sindical), e a participação dos convidados: a vice-presidente da Internacional da Educação na América Latina, Fátima Silva (CNTE), e o secretário geral da Conadu, Carlos De Feo (movimento sindical da Argentina). 

Para o presidente da Adufc-Sindicato, o momento serviu para trazer uma perspectiva dos movimentos sociais na América Latina e uma revisão da democratização do movimento docente, que é ”algo de extrema importância para poder unificar a luta pela educação superior.”

O avanço do modelo neoliberal sobre a América Latina nos últimos anos foi a tônica do encontro. Fátima Silva fez um resgate desse avanço que começou em Honduras, seguiu para o Paraguai e Argentina, com reflexos diretos dessa onda conservadora no Brasil, culminando no golpe contra o governo eleito da presidente Dilma Rousseff. 

Para a dirigente, a tarefa do movimento sindical para o próximo período é consolidar políticas que promovam o desenvolvimento do país, e a educação se insere neste processo. “O desafio é pensar o modelo de educação que queremos que tenha como princípio a democracia”, enfatizou Fátima, reforçando que as entidades do setor são autônomas entre si, mas autonomia não significa neutralidade.

Carlos De Feo falou sobre semelhanças e diferenças entre os países latino-americanos no atual contexto e ressaltou a necessidade de manter a unidade do movimento docente para enfrentar o retrocesso sofrido pelas políticas democráticas, populares e soberanas conquistadas pelos países, com especial destaque para as políticas de expansão e acesso na universidade pública brasileira.

“Não há nenhuma possibilidade de superar os atuais problemas na Universidade se não superarmos a situação política. Por isso, os docentes precisam assumir a luta política de enfrentamento ao neoliberalismo”.

Fonte: Proifes-Federação

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