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Centro de Tecnologia da UFC recebe debate promovido pela Adufc-Sindicato

Centro de Tecnologia da UFC recebe debate promovido pela Adufc-Sindicato

Na última quarta-feira (20), a Adufc-Sindicato realizou debate no Centro de Tecnologia da UFC com o tema ”Os ataques do governo Temer à Ciência e Tecnologia e as consequências para as universidades públicas e para a pesquisa científica do Brasil.”

O evento, que teve o presidente da Adufc-Sindicato professor Enio Pontes como mediador, contou com a participação de 6 debatedores: o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (UFC), prof. Antônio Gomes de Souza Filho; a secretária regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), profª. Claúdia Linhares; o secretário da SECITECE, Inácio Arruda; o prof. do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica (UFC) Luiz Lopes; o diretor do Centro de Tecnologia (UFC), prof. Carlos Almir de Holanda; e o presidente da FUNCAP; professor Tarcísio Filho.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Adufc-Sindicato, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Secretaria da Ciência Tecnologia e Educação Superior (Secitece), tendo como objetivo instituir um espaço de debates interdisciplinares e fortalecer a relação do Sindicato com a comunidade acadêmica e a sociedade, por meio da discussão sobre Ciência, Tecnologia e Cultura.

Ao abrir o evento, o professor Enio Pontes ressaltou a necessidade do esclarecimento sobre a situação da Ciência e Tecnologia (C&T) no Brasil, diante do corte nos investimentos por parte do governo federal. Ele argumenta que, dentre outras consequências, muitos jovens cientistas deixarão o país e também haverá a perda da capacidade de apresentar soluções para epidemias emergentes, por exemplo.

Os convidados apresentaram contrapontos à justificativa do governo Temer para cortar gastos na área de C&T – na qual afirma que o ajuste fiscal é necessário para equilibrar a economia e controlar os gastos públicos-, e também apontaram saídas para a retomada do investimento na pesquisa científica. Para saber mais, acesse o link e confira na íntegra o debate: https://youtu.be/d4vCBz2YY2g

Visão dos palestrantes

Para a secretária regional da SBPC Cláudia Linhares:

O investimento em Ciência e Tecnologia (C&T) não é prioridade no plano do governo federal chamado de ”Uma ponte para o futuro”. As propostas descritas no plano não valorizam a educação e nem a C&T, aspectos pouco citados dentre as 20 medidas de ”melhoria para o futuro” do Brasil.

O secretário Inácio Arruda afirma que

O impacto da crise econômica e política para os estados é ”gigantesco”, principalmente sobre aqueles estados que dependem em boa parte de repasses financeiros do governo federal, que é o caso do Ceará.

Para o presidente da FUNCAP Tarcísio Pequeno

O Ceará e a Universidade Federal do Ceará (UFC) receberam uma menção honrosa da CAPS por terem sido o estado e a universidade com maior desenvolvimento nos últimos quatros anos. Ele destaca que esse resultado faz parte de uma política feita na última década, e, se o desmonte na educação que está sendo implantado agora prevalecer, esses resultados não irão aparecer nos próximos anos.

O pró-reitor Antônio Gomes Filho afirma que

Investimento em Ciência e Tecnologia no Brasil só é feito se houver uma ”obrigatoriedade”, pois as autoridades e a sociedade não percebem que essa medida é estratégica. Uma das maiores crises que o país vive hoje na Ciência, independente do governo atual, é o fato do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado para investimento, ter perdido a obrigatoriedade.

Para o diretor do Centro de Tecnologia Carlos Almir

A Ciência e Tecnologia é uma corrida, e quando você para, você perde. O governo muitas vezes não entende que uma geração perdida não se recupera mais, então, é preciso perceber que pesquisa básica e aplicada é investimento e que o país vai receber em troca. Para cada 1% do PIB investido em C&T, é retornado 0,61%.

Para o professor Luiz Lopes

A sociedade ainda não sentiu o reflexo dos cortes atuais, pois ainda estão colhendo os resultados dos investimentos feitos a anos atrás. Muitos grupos de pesquisa ainda estão sobrevivendo com financiamentos antigos. O grande desafio é ter uma perspectiva do que será daqui pra frente se esses cortes prevalecerem: o que esperar da C&T sem recursos?

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