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Coordenadora nacional da Dívida Cidadã diz que o ajuste fiscal proposto pelo governo é para fazer sobrar recursos para pagar os juros dos bancos

Coordenadora nacional da Dívida Cidadã diz que o ajuste fiscal proposto pelo governo é para fazer sobrar recursos para pagar os juros dos bancos

A ex-auditora fiscal da Fazenda Nacional e coordenadora da Auditoria da Dívida Cidadã, Maria Lúcia Fattorelli, esteve em Fortaleza nesta segunda-feira (12), a convite da Adufc-Sindicato para ministrar palestra com o tema: “As Contrarreformas e o Sistema da Dívida”.

Fattorelli iniciou a apresentação sem poupar críticas à atual política econômica do governo federal que, segundo ela, propõe um “ajuste fiscal” apenas para pagar juros aos bancos: “E o que é o ajuste fiscal? Corta na saúde, corta na educação, corta na previdência social, corta nos investimentos no Estado, para fazer sobrar mais dinheiro para a Dívida Pública, para o pagamento de juros”, argumentou.

A coordenadora da Dívida Pública também abordou a situação da Dívida Pública do Governo do Ceará. Ela apontou a privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC), vendido ao Bradesco no governo Tasso Jereissati, como agravante para o aumento do endividamento do estado. “O Ceará possuía em 1994 um endividamento público da ordem de 112 Milhões de Reais e com a privatização do BEC a Dívida Pública do Ceará saltou para 1,2 bilhão de Reais. Quem está pagando essa conta é o povo cearense”, disse.

Quanto ao posicionamento do país no cenário mundial, Fattorelli lembrou que o Brasil é a nona maior economia do planeta e que possui, entre outras riquezas, a maior reserva de Nióbio do mundo. O Nióbio é um mineral estratégico para as indústrias de alta tecnologia como a indústria aeroespacial e de telecomunicações. A coordenadora nacional da Auditoria da Dívida também ressaltou que o Brasil é credor de uma “Dívida Ecológica”, causada por séculos de exploração predatória dos nossos recursos naturais.

A especialista defendeu que a reforma necessária ao país seria o corte imediato dos juros abusivos que consomem, todo ano, cerca de metade do orçamento federal e incidem sobre a dívida repleta de indícios de ilegalidade.

Fattorelli finalizou ao comentar sobre o Sistema da Dívida que, de acordo com ela, “é a utilização do endividamento público às avessas. “Se reproduz internacionalmente e internamente, em âmbito dos estados e municípios. A principal característica é a ausência de contrapartida e o maior beneficiário é o sistema financeiro.’’

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